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O futuro dos seguros: Dados e Analytics solucionando os maiores desafios da indústria

Robin Wagner
Blog Post05/30/2019
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Imagem mostrando O futuro dos seguros

Para permanecerem competitivas na atual indústria de seguros, que está se transformando rapidamente, as seguradoras de todo o mundo precisam lidar com os desafios de regulamentação

Para permanecerem competitivas na atual indústria de seguros, que está se transformando rapidamente, as seguradoras de todo o mundo precisam lidar com os desafios de regulamentação, digitalização e relacionamento com clientes. Nessa série de cinco textos, o * Robin Wagner, Vice-Presidente da vertical International de Seguros da TransUnion, analisa como os dados e analytics podem ajudar as seguradoras a enfrentar os desafios mais urgentes do setor, começando com a digitalização da jornada do cliente.

A indústria global de seguros tem sofrido uma rápida transformação no decorrer das últimas décadas. Na década de 90, os seguros dependiam principalmente de informações declaradas pelos clientes – muitas vezes subjetivas e imprecisas. Já atualmente, temos uma indústria impulsionada por dados, que busca maneiras de incorporar os pontos fortes das Insurtechs às capacidades das seguradoras tradicionais.

Anteriormente, era utilizado um conjunto de questões padronizadas, abordando temas como profissão, trabalho ou endereço domiciliar do cliente. Esse modelo tem se transformado em processos complexos de tomadas de decisões, baseado em dados de fornecedores para decisões de concessão de crédito, violação de dados, detalhes sobre licenciamento de veículos, solicitações de seguros, entre outros exemplos.

A maioria das seguradoras enfrenta as mesmas jornadas e processos similares. Toda elas adquirem clientes, passam pelas etapas de cotação e subscrição e os mantêm em seus registros durante e após a solicitação. Embora as especificidades do mercado variem de acordo com regulamentações específicas de cada país e pelos comportamentos do consumidor, existem cinco desafios em comum para a indústria de seguros; sendo que destacamos entre eles: digitalização dos negócios; relação comercial direta; aprimoramento de precificação e segmentação; aperfeiçoamento do gerenciamento de solvência; e tirar o risco da própria prevenção de risco.

Vamos começar com um dos maiores (e mais urgentes) desafios das seguradoras: a digitalização.

Digitalizando toda a jornada do consumidor

Nós estamos presenciando uma nova era de atendimento ao consumidor, na qual empresas de todos os segmentos precisam renovar o modo como fazem negócios. Interagir com empresas em uma plataforma digital é a nova realidade, já que os consumidores migraram em direção às melhores experiências que as empresas podem lhes oferecer.

O aumento das Insurtechs colocou as seguradoras tradicionais sob forte pressão para digitalizar seus negócios. Cerca de 61%1 das startups de seguros globais são idealizadas com o objetivo de otimizar a experiência do consumidor ao longo de sua jornada – e eles estão prestando atenção a isso. Da compra de seguros ao gerenciamento de uma apólice on-line e do envio de um formulário por um aplicativo de celular: tudo está sendo feito de maneira rápida e fácil no ambiente digital.

Essa é uma das maiores tendências que vemos em todo o mundo, mas a corrida para digitalização da forma mais eficiente possível continua. Infelizmente, seguradoras tradicionais estão encarando um legado de infraestruturas e sistemas de TI que estão tentando se adaptar e permitir essa transformação – deixando-as vulneráveis para prejuízos financeiros significantes. Nos últimos cinco anos, seguradoras de automóveis nos Estados Unidos têm visto despesas e prejuízos constantes, ultrapassando seus prêmios e já tem perderam cerca de U$S 4,2 bilhões em lucros de subscrição por ano2. Caso elas não melhorarem em relação à eficiência com a digitalização dos seus negócios, poderão esperar uma queda em seus lucros anuais entre 0,5% e 1%.

No entanto, nem tudo está perdido para as seguradoras tradicionais: elas continuam no controle do acesso da maioria dos segurados; um mercado cativo e de difícil acesso a novos players. Nessa linha, o que as Insurtechs ganham em sua agilidade, elas perdem em market share. Porém, essas probabilidades não estarão para sempre a favor das seguradoras tradicionais.

Isso acontece, pois é muito importante para as seguradoras adaptarem seus processos e ofertas de acordo com a transformação digital.

Ser digital significa mais do que ser portátil

É necessário ressaltar que, embora a digitalização seja uma oportunidade essencial para alavancar os negócios, as seguradoras não devem limitar sua inovação a jornadas em dispositivos móveis. Oferecer uma experiência multicanal – também chamada de omnichannel – é um aspecto importante do avanço digital. Portanto, unificar a experiência de cotação nos diversos canais de vendas é crucial para o sucesso.

Em mercados como Hong Kong, por exemplo, estamos vendo grandes avanços tecnológicos tornarem cada vez mais fácil para os consumidores lidarem com seguradoras. Tudo o que você precisa é de uma foto do seu registro de identidade nacional e de uma simples selfie para completar um teste de “Conheça seu Cliente” (em inglês, Know Your Customer ou KYC). É aqui que a tecnologia, como nossa solução eKYC, pode autenticar a selfie como uma imagem ao vivo que corresponde ao documento de identidade do solicitante e gerar uma cotação – com base em informações pessoais precisas – em questão de segundos.

Para as seguradoras em que prazos de entrega mais longos equivalem a pagamentos mais representativos, ter acesso a um software de reconhecimento de imagens, que pode resolver as solicitações em questão de horas, tem um valor inestimável. Essa experiência aprimorada do consumidor ajudará as instituições a captarem e manterem uma participação de mercado valiosa em um ambiente hipercompetitivo. O mais importante é permitir que as seguradoras atendam aos clientes nos termos deles, onde e quando eles quiserem, sem comprometer a segurança de dados ou a prevenção às fraudes.

Problema resolvido: os dados e a tecnologia estão desbloqueando novas maneiras de levar os consumidores através de uma jornada digital, da aquisição à subscrição e solicitações, sem comprometer o gerenciamento de riscos.

Nosso próximo desafio: relação comercial direta

Tornar-se digital e transformar-se em um negócio de seguro com relação comercial direta às vezes andam de mãos dadas. Nosso próximo texto do blog discutirá como os dados podem ajudar as seguradoras a atingir os altos níveis de automação e excelência digital para serem direcionados sem comprometer a experiência do cliente.


1CB-Insights Quarterly Insuretech Briefing Q4 2017
210 Artificial Intelligence Startups in Insurance. (2017, May 21). Retrieved March 13, 2019, from https://www.nanalyze.com/2017/05/10-artificial-intelligence-startups-insurance/

Aviso :
As informações postadas neste blog eram precisas no momento em que foram publicadas. Nós não garantimos a exatidão ou integridade dessas referências fornecidas com o passar do tempo após a sua publicação. Os dados contidos no blog da TransUnion são fornecidos apenas para fins educacionais e não constituem aconselhamento legal ou financeiro. Você deve consultar seu próprio consultor financeiro sobre sua situação particular ou a de sua empresa.

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